quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

CULTO AFRO-BRASILEIRO: CANDOMBLÉ

Wilson Tibério.Cena de candomblé, XX
O Candomblé foi introduzido no Brasil pelos negros iorubas, na Bahia. Basicamente, é uma religião que cultua os orixás, deuses associados às forças da natureza, e sua liturgia é realizada no interior dos terreiros.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS

Wilson Tibério.Cena de candomblé, XX
Os cultos afro-brasileiros são sistemas de crenças herdados dos africanos, que foram trazidos como escravos para o Brasil a partir do século XVI. A maior parte desses negros era proveniente da costa Oeste da África, onde predominavam dois grandes grupos: os Sudaneses e os Bantos.

CARACTERÍSTICAS DO CASTELO

Castelo Sabugal- Portugal
Os castelos serviram principalmente como acomodação para as milícias da época, tornando-se depois residência para os nobres, em suma, projetados para defesa. As construções dos castelos medievais incorporaram projetos das primeiras fortificações e melhoraram com o passar do tempo.

Idade Média


A expressão Idade Média foi utilizada inicialmente para dizer que, entre o Império Romano e a Idade Moderna, houve um período intermediário. Idade Média é o nome dado à longa etapa da história da da Europa, entre os séculos IV e XV, quando em 1453 ocorreu a queda de Constantinopla, com a invasão dos turcos otomanos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como era a vida em um castelo medieval?

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Castelo_de_Monforte_01.JPG
Apesar de toda a imponência dessas construções, o cotidiano não era muito agradável, não. "Além de não contar com conveniências como água corrente ou aquecimento central, o dia-a-dia dos moradores era barulhento e desconfortável", diz a historiadora britânica Lise Hull, autora do livro Scotland and the Castles of Glamorgan ("A Escócia e os Castelos de Glamorgan"). Os primeiros castelos surgiram na Europa Ocidental ainda no século 9, construídos com terra, madeira e camadas de pedras para reforçar a estrutura contra ataques. O modelo mais conhecido, o das fortificações protegidas por muralhas e cercadas por fossos alagados, apareceu na França, no século 10. A arquitetura dos castelos era única: não havia dois iguais, mas a maioria deles partilhava características comuns, como a existência de um salão, de aposentos exclusivos para o senhor do castelo, de uma capela e de uma torre para os guardas.

sábado, 20 de novembro de 2010

DIA DA CONSCIENCIA NEGRA

SOU NEGRO

A Dione Silva

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...

 Solano Trindade

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nosso tempo precioso

Quantas vezes você reclamou da falta de tempo? Perdi a conta de quanto já falei e ouvi. Pensando nisso resolvi deixar algumas dicas que aprendi, e que  tento colocar em prática. Com tantas coisas ao mesmo tempo para fazer, temos que ser capazes e eficientes na hora de administrar as tarefas para que possamos  apresentar resultados positivos tanto em nosso trabalho como na vida pessoal e afetiva. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Superando diferenças

A escola inclusiva apesar de ser contestada e ter assustado a comunidade escolar, nos obriga a  mudanças de hábitos e atitudes, a refletir e reconhecer  a necessidade de garantia  da igualdade e respeito às diferenças.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vencedores do I Miritiblog

O NTE Prof. Laurentino Ferreira anunciou os vencedores do 1º MIRITIBLOG. E este blog foi agraciado com o 1o  lugar na categoria Professor. Razão pela qual estou extremamente contente.
Veja todos  blogs vencedores nas categorias professor e escola.

Visita à Feira Pan-amazônica do livro 2010

Encontro Com Walcy Monteiro na feira do livro

Condições que propiciaram a escrita e leitura de escravos


Quanto às condições que propiciaram a alfabetização de escravos e de forros, segundo Wissenbach (2002), em seu trabalho “Cartas, procurações, escapulários e patuás: Os múltiplos significados da escrita entre escravos e forros na sociedade oitocentista brasileira” [1], podem ser ressaltados dois aspectos importante:

A leitura e a escrita do trabalhador escravo

Mesmo com a interdição legal dos escravos quanto a freqüentar a escola, alguns autores ressaltam que este fato não impediu totalmente o escravo de ter acesso a aprendizagem da leitura e da escrita.
Segundo Fonseca (2005), os escravos aprendiam a ler e a escrever, ou ainda Christianno Cardoso(2002), que destaca que os escravos mesmo não sendo leitores sabiam em que circunstancias deveriam utilizar os códigos escritos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A especialização do trabalho escravo em oficinas mecânicas


Entre as crianças escravas alguns eram selecionadas para desempenharem determinadas tarefas de acordo com habilidades apresentada. Desta forma escravos ainda menino (9 a 12 anos) poderiam ser encaminhadas para aprenderem algum oficio em oficinas mecânicas, eram os aprendizes. 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO INFORMAL DO TRABALHADOR ESCRAVO NO BRASIL COLONIAL

Na história da educação do trabalho escravo, tão difícil quanto viver em uma sociedade escravocrata era adquirir algum tipo de instrução formal já que legalmente a constituição de 1824 art. 6º, não permitia a presença dos escravos, visto que esta era reservada aos cidadãos brasileiros, coibindo o ingresso destes que eram em sua maioria africanos de nascimento e de acordo com a lei apenas negros libertos provenientes de famílias de algum tipo de recursos ou “protegidos por ex-senhores poderiam freqüentá-la”.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Poema do historiador

Aquele que vive de flertar o tempo
Guarda os anos nos bolsos
Sofre o arder dos séculos nos olhos
Mastiga as estruturas de vidas inteiras
E engole a seco.

Digerir o pretérito demora
O tempo é um prato pesado
Jogar com a vida num tabuleiro de idéias
É o grande privilégio
De brincar com os anos
Envelhecendo junto com o passado.
Viver muitas centúrias em dias
E sair vivo
Pra contar a história.

Jaisson
http://anoiteeeu.blogspot.com

Parabéns pelo nosso dia Historiadores

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VIOLÊNCIA E EXCLUSÃO SOCIAL II

DADOS OBTIDOS

1ª. PARTE: EM CASA OU NÃO RUA
1.1. Você já sofreu algum tipo de violência?
116 - responderam SIM
219 - responderam NÃO

VIOLÊNCIA E EXCLUSÃO SOCIAL



 O projeto “Violência e exclusão social”, do qual faziam parte os professores de História e Sociologia, realizado na escola estadual Pedro Teixeira, foi encerrado com palestra e explanação da Pesquisa sobre a violência realizada na escola no ano de 2010.

Coordenei a pesquisa realizada com ajuda dos alunos da 2ª. Etapa do Ensino médio: Abner, Nelma, Rafael e Suzana.
Os alunos entrevistados foram  314, dos três turnos da escola. Entre as turmas da manha 6ª (A, B, C) e 8ª. B, no turno da tarde 7ª. (C e D) e todo Ensino médio da noite.
OS ALUNOS RESPONDERAM AS SEGUINTES PERGUNTAS?
1ª. PARTE: EM CASA OU NA RUA
Você  já sofreu algum tipo de violência em casa ou na rua? Que tipo? Quem agrediu? Onde? Relate brevemente o que aconteceu?
2ª. PARTE: NA ESCOLA
Você já sofreu algum tipo de violência na escola? Que tipo? Quem agrediu?Onde? Em que horário?
Você já agrediu alguém?Foi punido?
3ª. PARTE: SUGESTÃO PARA REDUZIR A VIOLÊNCIA NA ESCOLA.

"BUG" no computador e agora?

Recentemente, meu computador foi vítima das quedas bruscas de energias comuns em Abaetetuba. 
Bem, perdi todas as minhas pastas e arquivos em que tinha trabalhado desde o início do ano, inclusive a minha pasta de arquivos deste  blog. Salvo umas duas pastas que também estavam no Pendrive. O Computador graças a Deus foi concertado. Bem, mas os arquivos foram para o "beleléu". Alguns são inrrecuperáveis, como fotos de eventos etc.

terça-feira, 15 de junho de 2010

2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Estão abertas as inscrições para a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Podem participar estudantes regularmente matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, orientados por um professor de História. Os estudantes podem ser do ensino regular, ensino profissionalizante ou EJA (Educação de Jovens e Adultos).

As inscrições iniciaram dia 01 de junho e vão até 06 de agosto:

As taxas de inscrição são:
Escolas públicas: R$ 15,00 (quinze reais) por equipe
Escolas particulares: R$ 35,00 (trinta e cinco reais)

A olimpíada é organizada em 6 fases:

A fase 1 terá 10 questões de múltipla escolha, inclusa uma tarefa.
A fase 2 terá 10 questões de múltipla escolha, inclusa uma tarefa.
A fase 3 terá 20 questões de múltipla escolha, inclusa uma tarefa.
A fase 4 terá 20 questões de múltipla escolha, inclusa uma tarefa.
A fase 5 é uma tarefa.
A fase 6 é presencial, constituída por questões e desafios diversos, e seguida de premiação.

Maiores informações visite o o site do Museu Exploratório de Ciências
www.mc.unicamp.br ou ente entre em contato pelo e-mail: (olimpiadadehistoria@gmail.com

O importante nessa Olimpíada é participar.

domingo, 30 de maio de 2010

A MÍDIA E AS COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES


Frequentemente é abordado pela mídia o discurso sobre as cotas para negros nas universidades. Revistas e jornais também têm se ocupado deste tema. Levando em consideração as influências que estes meios têm sobre a sociedade brasileira, ditando formas de agir e pensar. Auxiliando na constituição da identidade.
Alguns discurso na mídia são extremamente semelhantes, isto é, apresentam o discurso sob uma ótica dos grupos dominantes da sociedade onde geralmente aparecem:
  • O DISCURSO DA DEMOCRACIA RACIAL
  • O DISCURSO DOS SABERES

O DISCURSO DA DEMOCRACIA RACIAL
 É quando se recorre ao pensador brasileiro, autor de "Casa Grande e Senzala", Gilberto Freyre e sua idéia de vivencia harmônica a partir da integração biológica e cultural do índio, do português e do negro africano que resultou no homem brasileiro. Neste aspecto, não se considera as diferenças e particularidades dos grupos sociais. Considerando-os iguais. Sob este aspecto o preconceito e discriminação não existem na sociedade brasileira. E todos têm as mesmas oportunidades.
 É o que acontece na reportagem da Revista Veja de 06/06/07, onde a questão das cotas para negro é considerada como,
As políticas raciais que se pretende implantar no país por força da lei têm potencial explosivo porque se assentam numa assertiva equivocada: a de que a sociedade brasileira é, em essência, racista. Nada mais falso
Ou ainda na fala da antropóloga Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
A discriminação existe no dia-a dia e precisa ser combatida, mas, se ambas as leis entrarem em vigor, estaremos construindo legalmente um país dividido em raças, e isso é muito grave. Será como tentar apagar fogo com gasolina"
 De acordo com as citações as cotas é que representam uma ação discriminatória, equivocada, mas logo abaixo a antropóloga confirma que há preconceito é que se o negro não tem acesso a universidade e a cargos importantes, não é porque se tentou impedi, .
 O fato de existir um enorme contingente de negros pobres no Brasil resulta de circunstâncias históricas, não de uma predisposição dos brancos para impedir a ascensão social dos negros na sociedade.”

Após a abolição da escravatura, em 1888, nunca houve barreiras institucionais aos negros no país.”

E ainda “O mérito acadêmico fica em segundo plano

O DISCURSO DOS SABERES
Neste outro ponto comum as noticias e reportagem sobre as cotas para negro, se recorre a teorias, conhecimento jurídico para se confirmar que as cotas não são necessárias e até inconstitucional,
A lei de cotas e o estatuto racial são monstruosidades jurídicas que atropelam a Constituição
  
O discurso da igualdade é literal, e não nos direitos, pois se percebe-se claramente que nem todos são iguais, mas que precisam ser incluídos na sociedade.
 Enfim no discurso da mídia sobre as cotas para negro nas universidades fica implícito a:
        Superioridade branca;
         Negro fadado ao fracasso;
        Traços discriminatórios contra o negro;
        Perpetuação da classe branca;
        Objetivo polemizar-contra X a favor- só se mostra as pessoas que são contra;
        Inconstitucional;
        Não é necessário;
        Privilegia o negro, favorece sem méritos;
        Retrocesso;
        É mostrada sob a Ideologia dominante;
        Inferioriza o negro;
        Não considera o processo histórico;
        Não se considera a estrutura da atual sociedade;

"A idéia da existência de uma democracia racial é refutada a partir da utilização do adjetivo falsa que desmistifica a idéia tão propagada por algum tempo, mas colocada em prova neste momento, de que todos são iguais. Isso permite, novamente, agora com um discurso de defesa, a utilização do verbo tentar, como algo ainda em processo e ainda não efetivada, no caso a noção de igualdade, que refletida ideologicamente nos discursos que veiculam posições contra a adoção de políticas de cotas no processo de construção de identidades sociais do negro, em que há discursividades que procuram, ao invés de abolir, dissimular as desigualdades sociais." ( SERAFIM, 2005)

 
COSTA, Emília Viotti da. Da Senzala à colônia. São Paulo: Difel, 1980.
SKIDMORE, Thomas E. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Paz E Terra, 1989.
SERAFIM, C. E. R. (Discente-Autor /Mest.Acadêmico), 2005. Interdiscurso e produção identitária: as cotas paranegros no discurso midiático.; Congresso Internacional Cotidiano: Diálogos sobre Diálogos.: Anais do Congresso Internacional Cotidiano: Diálogos sobre Diálogos., 1, 1, ISBN: Português, Impresso.
VEJA on line, nº 2011, 6 de junho de 2007. Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 05/05/2010.
 Revista Época no. 1522 http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca acesso 18/03/2010 .



segunda-feira, 17 de maio de 2010

A música e resistência escrava norte americana - O negro spiritual

Além do jazz, outra manifestação musical dos negros americanos merece consideração é o Negro Spiritual, que também era uma forma dos negros escravos exporem suas idéias.
Apesar do duro trabalho, da pobreza e da opressão na América, eles cantaram em cada ocasião possível. Cantaram ao colherem algodão, milho, na prisão e na igreja. Mas, podemos dizer que se os escravos tivessem que julgar o cristianismo apenas por seus senhores e mestre brancos, poucos poderiam ter se tornado cristãos. Pois seus proprietários faziam da fé uma profissão de domingo, e durante a áspera semana era ignorada. Porem, os sofrimentos de cristo e dos judeus antigos, levaram o povo negro ao cristianismo. Histórias como a de Moisés, de José e Daniel eram vistas como inspirações para a sua fé, através de suas canções.
O negro spiritual são canções dos escravos que expressavam as emoções religiosas mais profundas da alma tocada por Cristo, sendo uma das mais autênticas do mundo. Mas, este ritmo deu ao escravo uma identidade que ia além do que diziam as suas canções, ou seja, tinha um sentido que remetiam aos ideais de liberdade, esperança, amor e resistência.
Os compositores do negro spiritual são desconhecidos, pois suas canções se transformaram em tradições orais.
Não podemos esquecer em momento algum, que a população africana negra nos EUA era tratada como animais, objetos que podiam ser comprados e vendidos a qualquer momento. Separados de suas origens, de sua cultura e da família submetidos a longas horas de trabalho. E mesmo após a desagregação do regime escravocrata, a população negra teve -e ainda continua- que lutar efetivamente por sua liberdade. Já que o racismo que foi desencadeado com o fim da escravidão, continuou vivo e cada vez mais impede a integração social do negro nos Estados Unidos.
Os negros alcançaram a sua consciência de sua condição de exploração e submissão, e antes do que se pensa, lideravam o movimento antiescravista, isto é, os escravos dos EUA, não aceitaram passivamente a situação a qual estavam submetidos.
Então os instrumentos que contribuíram para a luta contra o escravismo ganharam força, nas canções, nas músicas criadas pelos negros: o jazz, negro spiritual.
Através destes ritmos os negros despertavam, difundiam as idéias de liberdade, expressavam suas dor, sua alegria, seus desejos, sua angústia, seus trabalho, suas exasperações. E ainda mantiveram elementos da sua cultura. Representando desta forma uma resistência à dominação branca.
No entanto estes ritmos não ficaram restritos aos negros. Os brancos também se apropriaram do ritmo, e a partir daí surgiram diversas ramificações. Assim como o negro spiritual, o jazz se espalhou por todo o mundo. E várias músicas de diferentes nacionalidades não param de inventar o velho estilo que nasceu da cabeça de trabalhadores negros de longígua lavoura de algodão no Sul dos EUA. Os negros mantiveram vivo o protesto contra o preconceito,a discriminação e o racismo.


HEALE, M. J. A Revolução Norte-Americana. São Paulo, Ática, 1991.

Música e a resistência escrava norte americana I


No final do século XVIII, havia nos Estados Unidos uma grande diferença entre as regiões Norte e Sul. Ao Norte estavam às indústrias, o comércio e as propriedades agrícolas de pequeno porte. O Sul abrigava o latifúndio, a monocultura baseada na mão de obra escrava de origem africana. A sociedade sulista americana possuía praticamente, duas camadas sociais: a poderosa aristocracia agrária e a massa de escravos. Estes eram tratados da pior forma possível e trabalhavam nas plantações de fumo e algodão.
Os negros levados para a América eram portadores de uma antiga carga musical. E quando a música vinda da áfrica se chocou com os rituais europeus (polca, musica clássica e marcha) que já estavam na América surgiu a forma embrionária do jazz. Os negros assimilaram os ritmos europeus e o reconstruíram dentro de seus próprios preceitos.
A musica chamada jazz surge em torno de 1885, e se caracteriza, além do uso freqüente de improvisações, pela ruptura com as tradições ocidentais. Conservando, portanto, a memória, os cantos e as danças de origem africana, que em contato com o protestantismo do sul passam a ter uma maneira própria e original.
Em sua maioria os músicos de jazz não eram leitores, mas podiam ler a música em tudo, resultando numa forma espontânea de tocar que capturava a alegria e o sentido que davam a realidade.

O conjunto de Buddy Boldem parece ter sido a primeira orquestra negra de jazz a tocar nas tabernas de New Oleans. No entanto o mesmo jazz era tocado nas festas campestres, nos piqueniques, nos enterros e no carnaval.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ganhei um prêmio!






 Estou intimamente feliz, pois o blog recebeu o prêmio dardos (reconhecimento entre blogueiros) concedido pelo Professor de História Eric.
O seu blog http://ericsiq.blogspot.com é conhecido entre os professores e alunos. Além de ser muito visitado, somando o total de 12.339 acessos, é vencedor dos prêmios: I Concurso de blogs paraense e do 2º Concurso de blogs de Belém.
O blog do professor Eric é exemplo para outros professores que buscam inserir a informática como instrumento facilitador do processo educativo.
Obrigado!
Blog do professor Eric:  http://ericsiq.blogspot.com


O Prêmio Dardos reconhece os valores que cada blogueiro mostra a cada dia no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

O Prêmio DARDOS tem três regras:

1. Exibir a imagem do selo no blog.
2. Exibir o link do blog que você recebeu a indicação.
3. Escolher 10, 15 ou 30 blogs para dar indicação, e avisá-los.

Gostaria de compartilhar este prêmio com professores e bloqueiros, que buscam levar ao conhecimento e informação para além da sala de aula.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Imagem de Tiradentes

Sao inúmeras as imagens imaginadas de Tiradentes, mas a tela de Pedro Américo nos leva a comparar a obra de 1893, com outras obras de outros período. Observeas semelhanças entre as três obras.

 Michelangelo's Pieta(1499–1500), St Peter's Basilica, Vatican, Rome



Tiradentes Esquartejado, em tela de Pedro Américo (1893)- Acervo: Museu Mariano Procópio.


Pieta , 1450,  Oil on panel; Museo del Prado

Joaquim José, o Tiradentes.

Essa é a capa da revista “Aventuras na História do mês de março de 2010”.

 

Joaquim José, o Tiradentes.Herói, idealista e líder que demonstrou caráter ímpar em face do julgamento e da morte, ou simples figurante numa conspiração de ricos e poderosos?

por F. G. Yazbeck

Manhã de 21 de abril de 1792. O condenado é conduzido pelas ruas do Rio de Janeiro, cercado pela tropa, desde a prisão até o patíbulo instalado no largo da Lampadosa. A cabeça e a barba raspadas, coberto por uma túnica grosseira e portando um crucifixo, sobe calmamente os degraus, acompanhado do frei encarregado de lhe dar o amparo de orações na hora da morte. A multidão reunida assiste a tudo consternada. Ao atingir o patamar, o homem dirige-se ao carrasco e pede-lhe que abrevie seu sofrimento, ao que este responde pedindo perdão, pois apenas cumpria o que mandava a lei. Tão logo o corpo ainda vivo do Tiradentes projetou-se no espaço vazio, o carrasco Capitania jogou-se sobre seus ombros, firmando-se na corda e forçando seu peso sobre o do enforcado para apressar sua morte.
Cumpria-se assim a sentença pronunciada três dias antes, que condenava o réu "a com baraço e pregão ser conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais publico della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas" (sic).
A visão derradeira dos moradores da capital da colônia de Joaquim José da Silva Xavier é bem distinta da figura presente até hoje no imaginário nacional, que remete a Jesus Cristo. Quase três anos antes, o herói da Inconfidência fora preso sem resistência, tentando se esconder. Tiradentes também tinha outras alcunhas, como "o Corta-vento" e "o Liberdade". São detalhes pouco conhecidos, mas não menos importantes para entender quem era ele e seu papel na conjuração, muito além dos mitos construídos a partir do fim do século 19, quando se formava a República brasileira.
O texto na integra encontra-se no site da revista.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mulheres trabalhadoras

Encontrei algumas imagens de mulheres trabalhando. A maioria são de autoria do fotógrafo carioca João Roberto Ripper do site imgens humanas.Veja algumas.

Trabalhadoras do campo













Mulher soldadora

“Eu trabalhava na cozinha da obra lavando louça, limpando o chão, aguentando gracinhas de peão. Queria ganhar mais e aprender uma profissão. Hoje sou soldadora e ninguém mais me chama de pilôto de fogão”
Soldadora da obra de Tucuruí /Pará -  Foto do livro Mulheres da Amazônia
http://www.pedromartinelli.com.br/




Costureira

Será analfabetismo tecnológico? Será analfabetismo tecnológico?

É o que parece!
Não estamos acostumados com a tecnologia, muito menos em usá-la, pois a mesma dispõe de tempo para preparar material, e do domínio sobre o instrumento facilitador que se irá utilizar.
Os recursos tecnológicos que a escola pública dispõe atualmente são os mais diversos. O professor não pode mais reclamar que não tem recursos didáticos, além do velho quadro branco.
As escolas dispõem de data show, sala de informática, sala de vídeo, laboratório multidisciplinar, biblioteca, sala de leitura, etc.
Como funciona?
Marcando o dia e o horário que irá utilizar tal recurso, antecipadamente, pelo menos uma semana antes. Muito fácil.
Você prepara “aquela” aula... E o que acontece?
“Ah! O data show? Puxa,o responsável pela chave da sala em que ficam guardados os equipamentos não vem hoje”.
Difícil é quando não tem um único responsável: “não sabemos quem está com a chave da sala”.
No caso do vídeo e a TV.... “Professor o senhor tem uma extensão aí? Ou um benjamim? Pois só tem uma tomada”. bem, coisas deste tipo.
Ou ainda... Quando este tudo certinho.... Seu arquivo não abre, você não sabe converter de um formato em outro.E corre um prá lá e outro pra cá. E cada vez surgem mais imprevistos e o tempo está passando... e nada se consegue resolver. São inúmeras as situações. Quem nunca vivenciou algo assim?
E agora?! Se for um profissional prevenido terá sempre um “plano B”, caso contrário perderá um dia de trabalho.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sociedade da borracha



O “ OURO NEGRO ”
Momento marcante para a “criação” da Amazônia brasileira foi propiciado pela Revolução Industrial. A vulcanização da borracha, substância que só existia na floresta amazônica e que passou a valer ouro negro, e motivou uma intensa migração de homens vindos de todas as partes do mundo. Fascinados pela promessa de riqueza, novas levas de europeus atravessaram o oceano, aventuraram-se em cidades e vilas até então isoladas na floresta. O contingente mais numeroso era de sírio-libaneses, especializados no comércio, mas vieram também italianos, franceses, portugueses e ingleses em grande número.

A VINDA DOS NORDESTINOS
A borracha estava na floresta, espalhada em longas distâncias habitadas por índios. Era necessário colhê-la nas árvores, ainda líquida, defumá-la até ficar sólida, transportá-la até as margens dos rios e daí para o comércio nas cidades, um trabalho penoso e perigoso, que só poderia ser realizado por um exército de homens acostumados à vida mais rude. Esse exército veio Nordeste do Brasil, empurrado pela miséria e pelas grandes secas, como as de 1877 e 1878. Antes que o século findasse, mais de 300 mil nordestinos, principalmente do sertão do Ceará, migraram para a Amazônia.
Nos seringais, esses homens valiam menos que os escravos. Na outra extremidade da sociedade regional, os seringalistas e grandes comerciantes usufruíam da riqueza fácil proporcionada pela borracha. Essa evidente contradição no quadro social do Ciclo da Borracha se devia a um perverso sistema de exploração, que consumiu a vida de milhares de homens. O sistema de aviamento se constituía numa rede de créditos e se espalhou nos imensos seringais que foram abertos em todos os vales amazônicos.

SOCIEDADE: (Seringalista x Seringueiro)
Seringal: unidade produtiva de borracha. Local onde se travavam as relações sociais de produção.
Barracão: sede administrativa e comercial do seringal. Era onde o seringalista morava.
Colocação: era a área do seringal onde a borracha era produzida. Nesta área, localizava a casa do seringueiro e as "estradas" de seringa. Um seringal possuía várias colocações.
Varadouro: pequenas estradas que ligam o barracão às colocações; as colocações entre si; um seringal a outro e os seringais às sedes municipais. Através desses trechos passavam os comboios que deixavam mercadorias para os seringueiros e traziam pélas de borracha para o barracão.
Gaiola: navio que transportava nordestino de Belém ou de Manaus aos seringais acreanos.
Brabo: Novato no seringal que necessitava aprender as técnicas de corte e se aclimatar à vida amazônica.
Seringalista (coronel de barranco): dono do seringal, recebiam financiamento das Casas Aviadoras.
Seringueiro: O produtor direto da borracha, quem extraia o látex da seringueira e formavam as pélas de borracha.
Gerente: "braço-direito" do seringalista, inspecionava todas as atividades do seringal.
Guarda-livros: responsável por toda a escrituração no barracão, ou seja, registrava tudo o que entrava e saía.
Caixeiro: Coordenava os armazéns de viveres e dos depósitos de borracha.
Comboieiros: responsáveis de levar as mercadorias para os seringueiros e trazer a borracha ao seringalista.
Mateiro: identificava as áreas da floresta que continha o maior número de seringueiras.
Toqueiro: Abriam as "estradas".
Caçadores: abastecia o seringalista com carne de caça.
Meeiro: seringueiro que trabalhava para outro seringueiro, não se vinculando ao seringalista.
Regatão: negociantes fluviais que vendiam mercadorias aos seringueiros a um preço mais baixo que os do barracão.
Adjunto: Ajuda mútua entre os seringueiros no processo produtivo.
- Havia alta taxa de mortalidade no seringal: doenças, picadas de cobra e parca alimentação.
- Os seringueiros eram, em sua maioria, analfabetos;
- Predominância esmagadora do sexo masculino.
- A agricultura era proibida, o seringueiro não podia dispensar tempo em outra atividade que não fosse o corte da seringa. Era obrigado a comprar do barracão.

DECLÍNIO DO CICLO DA BORRACHA
A euforia econômica proporcionada pela borracha amazônica – que chegou ao posto de segundo produto da pauta de exportações brasileira, só perdendo para o café – foi efêmera. Em menos de três décadas a velha pirataria européia conseguiu destruir todos os sonhos de grandeza amazônica.
Um biopirata inglês, Henry Wichham, contrabandeou da Amazônia sementes de seringueiras para o Jardim Botânico de Londres. Rapidamente se descobriu que as mudas de seringueira obtidas das sementes contrabandeadas se adaptavam perfeitamente na Ásia. Logo os ingleses implantaram enormes seringais de cultivo no sudeste asiático, racionalizando e modernizando a produção da borracha. Assim conseguiram reduzir de forma drástica os custos de produção, que, na Amazônia, eram extremamente altos, e derrubaram os preços internacionais. A rede de crédito do sistema de aviamento era como um castelo de cartas que desabou inteiro, uma vez que foi rompido pelos grandes compradores internacionais.

BATALHA DA BORRACHA
Durante a Segunda Guerra Mundial, no final de 1941, os países aliados não tinham mais acesso à borracha asiática e necessitavam desta matéria-prima principalmente para a indústria bélica. As autoridades norte-americanas entraram em pânico e voltaram suas atenções então para a Amazônia, o grande reservatório natural da borracha. Entretanto, seriam necessários, pelo menos, cem mil novos trabalhadores para reativar a produção amazônica até o nível desejado.

 REIS, Arthur Cezar Ferreira. Seringal e o Seringueiro – 2º Edição. Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1997. p. 77. 2- MARTINELLO, Pedro Antonio. A batalha da Borracha na Segunda guerra Mundial e Suas Conseqüências Para o Vale Amazônico. Rio Branco: Editora UFAC, 1988. p. 79. 3- Idem. p. 24
 

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sábado, 10 de abril de 2010

A Tiradentes: o protomartyr da liberdade do Brasil.

OFICINA HISTRIA-CINEMAMataram-te os  avos dos déspotas de agora
por pensarem matar contigo a liberdade
mortal - tu sucumbiste aos ódios da maldade
mas a idéia-mortal- ela surge vencedora.

Nem Patiblo se ergueu la, na índia, outrora
para nele infamar-se o verbo da igualdade...
em vão! - creste na cruz é o sol da humanidade,
como tu és da pátria a luz da nova aurora.

Levanta-te Brasil, em teu nobre heroísmo!
Chega o memento, em fim, do fim do despotismo!
A voz de Juarez tremem, maximilianos!

Tiranos imbecis, matastes Tiradentes.
Pois bem! - nós vos juramos, nós seus descendentes
-expulsar ou matar os netos dos tiranos.
-                       21 de abril de 1889

sábado, 3 de abril de 2010

Que nesta Páscoa, Jesus ressuscitado espalhe suas bênçãos sobre todos nós. 
E nos   traga realmente  amor e esperança!

 Feliz Páscoa!


Planejando e Refletindo

Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, p. 30).
Achei interessante as dez dicas para um bom plano, que encontrei no blog "Nossa Pedagogia" para  aulas eficientes durante o ano.


1 - ESQUEÇA A BUROCRACIA.
Invente planos de aulas que sejam úteis e que sejam fáceis de mexer

2 - CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO.
Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”, planeje a aula de forma fácil e objetiva.

3 - SE NECESSÁRIO, FAÇA UM PLANO DE AULA PARA CADA TURMA.
O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4 - ESTUDE PARA ENSINAR BEM.
Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.

5 - COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE.
Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6 - DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE.
Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.

7 - PESQUISE EM VÁRIAS FONTES.
Toda aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet e etc.

8 - USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO.
Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!

9 - CONVERSE E PEÇA AJUDA.
Converse com OS colegas! Aproveite as reuniões!

10 - ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA.
Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fez em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!