terça-feira, 22 de dezembro de 2009

SAUDOSA ABAETÉ!



Ocasionalmente encontrei algumas imagens antigas de Abaetetuba no site da Universidade Federal. Gostei tanto que e adicionei ao blog para que algumas pessoas voltem através das imagens para aquele tempo remoto. E outras fiquem conhecendo um pouco da cidade daquele período.
 
A NOVA USINA DE FORÇA E LUZ. Cerca de 1967

ESTUDANTES DIANTE DO GRUPO ESCOLAR DE ABAETÉ.1920
CÍRIO DE CONCEIÇÃO. 1955
IRMÃS EM CATEQUESE.Cerca de 1960




GINÁSIO 1965





PRAÇA FRANCISCO MONTEIRO 1968






 





sábado, 19 de dezembro de 2009

PRÁTICA DOCENTE: A DIDÁTICA E O TRABALHO DE PROFESSORES.

O trabalho docente é parte integrante do processo educativo global pelos quais os membros da sociedade são preparados para a participação na vida social. A educação é um fenômeno social e universal, sendo atividade humana necessária à existência e funcionamento de todas as sociedades. Neste sentido o cabe ao professor criar condições e os meios para que os alunos desenvolvam capacidades e habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e de trabalho intelectual visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e independência de pensamento.
A proposta atual de educação esta fazendo com que profissionais de diversas áreas da educação reflitam sobre a sua formação e qualificação para atender as necessidades da própria pratica educativa e sua clientela. Portanto, o professor da nossa sociedade tenta repensar e redescobrir sua identidade e função social.
A pratica educativa constitui um elemento fundamental na reflexão do professor deve partir, pois, do processo de conscientização dos determinantes pessoais, sociais e culturais da educação e dos valores conceituados e hierarquizados pela filosofia da educação que sustenta seu ideal pedagógico.
Mas apesar de muitos estudiosos (Freinet, P. Freire, Montessori e outros) destacaram a importância da prática do professor em sala de aula, a maioria das vezes, na pratica encontramos uma metodologia pouco instigante e fora da realidade. O momento é agora criarmos maneiras diversas que visem facilitar o processo de ensino e aprendizagem.


Bibliografia:
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
TAHAN, M. O homem que calculava. Rio de Janeiro: Record, 1968.


AZEVEDO, Edith D. M. Apresentação do trabalho Montessoriano. In: Ver. de Educação & Matemática no. 3, 1979 (pp. 26 - 27)


CARRAHER, T. N. Na vida dez, na escola zero. São Paulo: Cortez, 1988.


PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes. São Paulo: Cortez, 1985.


SAVIANI, D. Escola e democracia. São Paulo: Cortez 1985.



A província do Pará-23 de fevereiro de 1888

Este texto de A província do Pará  foi consequências de horas na Biblioteca pública do Estado.


HOMENS E COISAS

Como andam as coisas! Que horrorosa balburdia, santo Deus! É uma coisa nunca vista!
Chuva, leitor, é chuva. Não seja malicioso, nem vá pensar aí, com um rizinho atravessado ao canto da boca, que queremos falar da perigosa crise, por que passam à segurança e a tranqüilidade públicas. Meta-se nisso quem quiser: nós é que não estamos com a telha para aí.
O nosso assunto é a chuva.
Sim, amabilíssimo leitor, a chuva, ou as chuvas torrenciais que todos os dias desabam sobre este solo ubérrimo da nossa pátria.
Parece uma condenação. Olhe que já aborrece. É chuva de manhã, chuva de tarde, chuva de noite. Chuva miudinha, chuva graúda, chuva de chique-chique, chuva de toda forma; e quando não chove, chuvisca; quando não chuvisca, peneira.
 Arre! que já é chover! E que chuva, leitor, que chuva! capaz de amolecer o ferro ou o mármore. Se fossemos de tapioca - em vez de sermos de carne e osso - a humanidade toda estaria convertida em uma grande massa, informe e maleável, com a qual poderia Deus formar um universo novo. E quem nos dera que assim fosse! Não acha, leitor?,- porque ao menos, – quem sabe? – talvez com a tempestade as coisas melhorassem e a humanidade ficasse expurgada dos mão-de-seda et(...)[1]
            (...)


          




[1] O resto da frase está ilegível.

A porção humana dos orixás

As lendas de descendência africana são pouco conhecidas entre a maioria das pessoas, no entanto, quando se trata de estudar a cultura africana seria interessante levar ao conhecimento dos alunos algumas lendas. Pois, trata-se dos próprios negros relantando seus costumes. Encontrei algumas inclusive, a que está abaixo, neste site: http://www.acordacultura.org.br


A porção humana dos orixás


Obá, a orixá guerreira, disputava o amor de Xangô com Iansã e Oxum. Obá sentia o corpo arder de ciúme ao ver seu amado tratar Oxum com gestos de atenção e carinho e passou a imaginar que sua rival colocava algum tempero especial na comida para enfeitiçar Xangô.
Certo dia, Obá foi à cozinha disposta a descobrir o segredo de Oxum. Percebendo o ciúme de Obá, Oxum resolveu pregar uma peça na guerreira e mentiu. Disse que seu ingrediente era, na verdade, um pedaço de sua orelha. Obá então pôs uma tasca da própria orelha na comida e serviu para Xangô, que rejeitou o prato. Foi quando Obá se deu conta que caíra em uma armadilha e desde este dia, cobre as orelhas quando dança na presença de Oxum.
Os sentimentos humanos sempre estiveram presentes na mitologia dos orixás e na tradição oral africana. Sentimentos que mais tarde viriam contar outras histórias, que compõem uma literatura tipicamente feita por negros no Brasil.

O engajamento abolicionista e os literatos em Belém no Final do século XIX


Nas questões referentes ao abolicionismo é possível perceber que realmente nossos literatos tinham em mente que a escravidão significava um atraso para o crescimento do país de maneira geral. Mas algumas questões nos chamam atenção, como por exemplo: como o escravo era visto pelos literatos, escritores e intelectuais do período? O que realmente significava a abolição?
Talvez seja difícil encontrar respostas concretas a respeito de tais questionamentos, visto que estudamos as idéias de quatro literatos do período destacado, mas tentaremos inferir a idéia que aparece nas suas obras.
A questão escravidão e abolicionismo não aparecem de forma enfática como relata Azevedo, “se inflamavam de ardor patriótico e de sentimento altruístico, em prol da extinção da escravatura[1].
A questão escravatura e abolicionista é mencionada com mais incidência nas obras de Juvenal Tavares: “A viola de Joana” e “Serões de mãe preta”. O tema acaba se tornando inerente a obra pelo fato de ambas terem como personagens principais  escravas.
Mas especificamente sobre a questão referente, percebe-se que o autor expõe um ponto de vista um tanto quanto “ingênua” a respeito da escravidão, onde segundo ele o escravismo não era uma instituição tão rígida, ou seja, no Pará, exclusivamente diferente do resto do país, a relação escravo e senhor de escravo era baseada numa convivência amistosa, harmônica, sem existência de conflitos de interesse que pudesse perturbar esta ordem estabelecida, reforçando a idéia de que “ também os escravos fazem parte da família”[2]
Parecendo haver uma intenção em de deixar claro que não havia, no Pará, nenhum sistema disciplinar, como castigos, torturas ou outras formas de tratamento desta natureza, a fim de subjugar o escravizado. O próprio literato relata em seu texto esta idéia: “para ele havia a senzala, casa desconhecida entre nós; o bacalhao e outros suplícios infantes, instrumentos cruéis com que seviciavam e o levavam a mesma estiva com que os animais irracionais. Aqui não[3]
Essa idéia, no entanto pode ser contraposta com a de outro escritor da mesma época que narra naturalmente no seu texto “A filha da baroneza” a existência de senzala de castigos disciplinadores

Mas, o senhor barão deve convir que soltar o André que desrespeitou as ordens superiores, é um mao exemplo que pode trazer funestas conseqüências.
(...)

Ou então quando o mesmo ordena que castiguem um escravo por desrespeitar a sua autoridade e colocar se no seu devido lugar de escravo
 

E virando-se para o feitor,  prosseguiu: - manda que dispam a camisa d’este homem!...agora amarrem n’o sobre este banco!...o látego; e tu André que és mais robusto dá-lhe até que haja deixado de existir!...E cruzou os nervosos braços sobre o peito, impossível como uma esphinge, e pronto a presenciar o espetáculo até ao fim.

 Enquanto Acrisio Mota, não hesita em mostrar a escravidão talvez de forma mais clara e nítida não se importando em destacar os castigos, e a maneira como os escravos eram tratados, ou seja, dependia do cumprimento das ordens do seu Senhor ou sofreria as conseqüências. E em nenhum momento destaca a importância do escravo na casa como autoridade complementar aos dos senhores, ou de “membro da família”. Ao contrário a única autoridade é o Proprietário do escravo.
Juvenal Tavares, também reconhece a existência de relacionamentos entre escravos e Senhores não tão amistosos e harmônicos, passível de tratamento autoritários e tiranos. Mostrando que a escravidão estava submetida, além do fato do escravo não ser dono nem de si mesmo,  a castigos  e torturas:

Já se foi o tempo
Do tirano mestre André
Que com quatro badaladas
No punha logo de pé

Ou no trecho

Veras, mulatinha bela,
Que varinha de condão!...
                             - faz esquecer ao cativo
                            - as dores da escravidão;
faz desprezar os deleites  da própria redenção[4]

Mas, apesar da descrição o autor parece não ter a clareza  realmente da questão, ou talvez queira passar uma imagem positiva da província em relação ao escravismo, e acaba por exibir um pensamento contraditório a respeito do mesmo. Pois o que diz em um momento, logo depois é desdito, uma ora favorável à abolição, em outro nos faz entender que a escravidão não era algo tão maléfico, que em certas ocasiões é preferível permanecer escravo., ou mesmo “desprezar os deleites  da própria redenção”
Essa visão contraditória de Tavares aparece em um dos contos da referida obra, onde nos remete a possibilidade de que as vezes, dependendo da situação é preferível permanecer no cativeiro: “eles são livres, mas a liberdade deles, sempre sobressaltada, e mais penosa que o cativeiro do cão”.[5]
Uma idéia um tanto surpreendente para alguém que luta pela abolição, como fica claro em “A viola de Joana”, nesta obra a questão escravismo aparece atrelada a idéia de redenção, acredita-se, que também perpasse o significado que os literatos atribuíam a abolição, ou seja, salvação ou libertação dos escravos e a sua emancipação,

No dia das grandes festas
Da redenção que se espera
Eu faria espalhafatos
Ai! Joana, se eu pudera

Percebe-se, portanto, que a abolição era esperada, mostrando que os escravos não estavam passivos diante de sua condição de escravo, pelo menos tinham a consciência de que não permaneceriam cativos por muito tempo.

Minha Joana esta livre
livre, livre como o vento;
livre, livre como as ondas
Livre, como o pensamento
Não é so o ventre dela
Que goza da liberdade
Da cabeça até os pés
Ela é sua propriedade

O trecho acima no remete a transição da situação de cativo para liberto, dando-nos a entender que diferentemente da idéia de Juvenal no prefácio de Serões de mãe preta, quando no fala da situação agradável do escravo no Pará, aqui se tem à certeza de que não era bem assim, e que o escravo não estava satisfeito muito menos passivo diante da escravidão.

Quando quer da seus passeios
Vai aqui, vai acolá
Acabou-se a nhanha velha
Não conhece mais sinhá

Deixando implícita também a idéia de que existia uma certa fidelidade do escravo para com o seu senhor, que se rompe bruscamente com a liberdade. A partir de então o cativo não a reconhece mais, ou seja com se uma espécie de laço ou elo fosse quebrado, e o escravo reconhece que não é mais propriedade de ninguém, só pertence a si mesmo como o autor mesmo ressalta:“da cabeça até os pés ela é sua propriedade.
A importância da obra de Tavares se de pela facilidade com a sua obra e suas idéias circulava entre a população de Belém da época, difundindo as idéias de liberdade entre todos. No entanto, essas idéias não parecem ter influenciado na conscientização do abolicionismo, visto que a obra foi publicada em um período posterior a conclusão do abolicionismo.Mas o mesmo pode ter publicado fragmentos de sua obra no jornal antes de sua publicação, como era extremamente comum na época, fato este que não foram evidenciadas em nenhum momento nos jornais pesquisados.
Neste sentido o folhetim de Acrisio Mota parece mais favorável a levantar questões sobre o escravismo.o título “a Filha da baroneza”, onde se trata de uma narrativa a respeito do envolvimento amoroso entre escravos e senhores. Num primeiro momento se ressalta que o escravo no texto não aparece como uma pessoa consciente de seus interesses, nem almeja a liberdade, seguem apenas as ordens de seus senhores, agindo unicamente quando solicitados, parecendo às vezes meros figurantes no texto.
Nos remetendo também para aquela idéia de fidelidade do escravo para com o seu senhor, Podemos  citar como exemplo o próprio texto, ou seja, quando o escravo Marcos, se arrepende do envolvimento com a filha do barão, sente-se culpado pela sua morte, e assim é relatado o memento em que o mesmo é se encontra ao lado do corpo do seu Dono: “ajoelhou-se e murmurou uma oração fúnebre por entre copiosas lágrimas”. Esse trecho nos remete a idéias do escravo bom e fiel, praticamente sem vontade, sem consciência, pronto apenas para servir.
Por essa postura o literato não deixa margem para se efetuar uma reflexão a favor da abolição, redenção ou libertação do escravo. A escravidão, a cor, o escravo são coisas que parecem impressa na sociedade, tão distante da sociedade branca e civilizada que nem o amor pode superar.




[1] AZEVEDO,  J. E. Antologia Amazônica, pp . 13
[2] MATTOSO, Katia M. Queiroz. Ser escravo no Brasil, pp 124. ed. Brasiliense, 1988
[3] TAVARES, J.”Serões de mãe Preta”. Pp. 20
[4]  Estava esperando o estrondo acontecimento de 13/05

[5] TAVARES, J.”Serões de mãe Preta”. Pp. 34

BIBLIOGRAFIA


ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS. Introdução à Literatura. Covis Meira  Belém.CEJUP 1990.
AZEVEDO, J. E. Antologia amazônica. Casa editora Pinto Barbosa. Belém. 1904
AZEVEDO, J. E. Literatura paraense. 2ª. Ed. Oficinas gráficas do Instituto Lauro Sodré, Belém. 1943.
MEIRA, Cecil. Introdução ao estudo de literatura. 5. ed. Imprensa universitária. Belém,1988.
 



Era Feudal

Esse foi o título do objeto de aprendizagem que encontrei no site Rived do governo federal. E o arquivo ainda tem o roteiro e orientações para o professor . Achei muito interessante para diversificar a aula, tanto para os alunos do Ensino Fundamental, quanto do Médio. Os interressados em baixar o arquivo é só acessar o site: http://rived.mec.gov.br e seguir as recomendações do site para adquirir qualquer arquivo. Para visualizar a animação e só clicar na setinha abaixo.




















BELÉM DE OUTORA

Na sua obra, Beltrão analisa a cidade de Belém através dos relatos de viajantes como Bates e Wallace.
Nestes escritos se percebe a cidade de Belém descrita nestes relatos. Que começa pela descrição do porto de entrada da cidade que segundo Bates são apenas rampas de madeira, portanto há necessidade de porto, pois a ausência deste dificultava inclusive a execução de medidas preventivas em relação a doenças, já que não existia um cordão sanitário em torno do porto. Levando a população a enfrentar sistematicamente epidemias, febre amarela, varíola e cólera.
Isto também poderia levar a conseqüência mais graves como o rompimento de relações econômicas que poderia comprometer o abastecimento da cidade.
Outras questões também destacadas aos olhos dos viajantes como, por exemplo, o desemprego a desordem, que segundo Bates, levam muitos negócios ao fim. Há uma diversidade étnica, com predomínio do mestiço descendente de índios. Havendo também negros, mulatos, judeus e outros. Portanto a uma significante desigualdade social.
Os olhares impertinentes e disciplinadores revelam o aspecto insalubre de Belém, bem como a intemperança da população, com hábitos alimentícios desaconselhados, a morigeração e etc.


BELTRAO, Jane Felipe. Belém de outrora em tempo de cólera, sob olhares impertinentes disciplinadores. In: Anais do Arquivo Público do Pará. Belém, 1977, pp. 225-141.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Relatos de viajantes pela Amazônia


Os relatos dos viajantes vão compor importantes documentos tanto para a História como para outras áreas do conhecimento. Visto que os naturalistas vão escrever o que ouviram, o que viram e estudaram sobre a região.

No entanto, o viajante traz uma postura do civilizado diante do povo que considera “atrasado” e acaba avaliando o grupo visitado e seus valores, como estranhos ao observador, tendo visões fragmentadas da realidade na qual visita. Entre os viajantes podemos destacar:




 Alfred Russel Wallace, e sua obra “Viagens pelos rios Amazonas e Negro”


A obra narra a viagem do naturalista pela região amazônica. Na chegada a Belém em 1848, e fez uma descrição geral da paisagem luxuriante. Destacou a presença de negros e índios tripulando canoas. De acordo com seus relatos, Belém é o porto principal e a maior cidade da região na época. Ressalta também os grandes bispados, e sua missão em converter ao cristianismo as inúmeras tribos selvagens próximas à cidade. Segundo ele a igreja, os edifícios públicos são comparáveis ao da Inglaterra.


Apesar disso há certo desencantamento sobre o que esperava e tinha imaginado sobre a cidade. Wallace ressalta que os costumes do povo não eram tão ardentes, a vegetação não era tão espantosa. A impressão que o naturalista tem é de uma cidade feia, com rocinhas que a cercam. A falta de asseio impera, com uma aparência de descuido, desleixo, negligencia e desânimo. Todos esses fatores podem ser compreensíveis na medida em que, segundo Wallace, são  influências do clima.



Bibliografia


WALLACE, Alfred Russel. Viagens pelos rios Amazonas e Negro. Belo horizonte, Itatiaia, S. Paulo, Universidade de São Paulo, 1979.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Notícias atualíssimas

Pesquisando nos arquivos do Centur, no jornal "Diário de Belém de 1888, encontrei um recorte de notícia que a mim parece ter sido do jornal de ontem, os mesmos problemas, os mesmos desejos da população.Leia e verifique se não tenho razão


Diário de Belém- 09 de fevereiro de 1888

CORTES E RECORTES
(...) Deixamos esse assunto a reflexão do governo que poderá decidir como lhe aprouver.
Em tempo conveniente e por mais de uma vez solicitamos a câmara municipal providencias no sentido de serem abertas as valas em diversas estradas, a fim de terem pronto escoamento às águas pluviais no tempo do inverno.
Todos os nossos esforços foram inúteis; nada se fez.
O inverno entrou com força e é uma lástima o estado das nossas estradas.
Resta-nos, contudo a esperança de vermos remediado o mal. Se a câmara quizer bem pode aproveitar os dias em que não houver chuva e mandar os seus trabalhadores fazerem o serviço.
Oxalá sejamos atendidos desta vez.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

IMAGENS DA ESCRAVIDAO ONTEM E HOJE


Foi o tema do trabalho apresentado na feira de Ciências e Cultura 2009 na Escola Estadual Pedro Teixeira, por alguns alunos da 6ª. Serie do turno da manhã.
Tendo como principais objetivos:
  • Proporcionar a analise, criticas, e interpretações de iconografias sobre as diversas formas de escravidão do Brasil.
  • Estabelecer comparações entre o papel dos diferentes agentes sociais e dos diferentes contextos históricos da escravidão.
  • Estabelecer relações entre continuidade ou de permanência no contexto histórico da  escravidão.
  • Problematizar os processos históricos observados através de analise das ações dos sujeitos históricos.
  • Apresentação da produção através de analise iconográficas de épocas e atuais sobre a escravidão na feira de ciências.
Metodologia
O trabalho será desenvolvido a partir da leitura e analise de texto sobre a escravidão, pesquisas bibliográficas e de imagens sobre a escravidão.
A pesquisa será desenvolvida em dois blocos envolvendo escravidão negra e escravidão atual. As imagens serão principalmente de Debret e Rugendas. As cenas mostrarão o trabalho realizado pelos negros, como eles viviam suas vestes, como eram (mal) tratados pelos senhores, ou seja, os castigos e as formas de resistências escravas, isto é as fugas, organização em quilombos, suicídio entre outros. Da escravidão atual será mostrada algumas imagens de fotografias documentários, entre eles Roberto Ripper e Eduardo Martino e Ricardo Funari  que retratam as condições degradantes a que pessoas adultos e crianças  são submetidas na atualidade. A exposição foi realizada na feira de ciência nos dia 19/20 de outubro de 2009

Alguns trabalhos realizados pelos escravos:






  • Nas plantaçoes de cana-de-açúcar, Domésticos, Minas, Negro de ganho    ( como mostra a imagem acima) e nas plantações de café.
Castigos recebidos pelos diferentes e diversos motivos, como: preguiça, tentativa de fuga, embriaguez, roubo, etc.
Os castigos mais comuns eram:




Castigo Público , 1835  Rugendas

  • Pelourinho, máscara de flandres, chibatadas, tronco, os instrumentos de ferro, palmatória
RESISTENCIA
A violência legal e sistematicamente utilizada pelo branco como meio de submeter o escravo, gerava o medo, mas também a revolta e formas de resistência por parte dos escravos submetidos a tais castigos cruéis. A reação do escravo assumiu várias formas.






Batuque . 1835- Rugendas

  • Quebrando ferramentas, realizando tarefas vagarosamente, sucumbiam à tristeza, suicidavam-se, revoltavam-se contras os senhores: ferindo e até assassinando, fugiam, o aborto foi freqüentemente provocado pelas escravas para não verem seus filhos na mesma situação degradante delas e também como meio de prejudicar o senhor, sempre interessado no aumento do número de crias.A forma de resistência escrava mais temida pelos senhores era a fuga seguida da formação de aldeamentos coletivos, os quilombos.
 ESCRAVIDÃO ATUAL
Utiliza de “gatos” para aliciar trabalhadores em regiões distantes do local da prestação de serviços ou em pensões localizadas nas cidades próximas. No início mostram-se agradáveis, portadores de boas oportunidades de trabalho. Oferecem serviço em fazendas, com garantia de salário, de alojamento e comida. Para seduzir o trabalhador, oferecem "adiantamentos" para a família e garantia de transporte gratuito até o local do trabalho.
Tipo de escravidão: geralmente por dívidas, devidos às despesas com alimentação, ferramentas, transporte, alojamento.






   Área na margem da floresta Amazônica no estado do Pará, carvão queimado. É provável que a  terra será usada para cultivar feijão, soja ou criar  gado.2006, Eduardo Martino

Trabalhos realizados: derrubada de matas nativas para formação de pastos, produzirem carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias.
Principais motivos: pobreza, desemprego e miséria,
Condições de trabalho
  • Os alojamentos não oferecem nenhuma segurança ou conforto.
  • Falta de Saneamento
  • Alimentação precária
  • Maus tratos e violência
  • Sem equipamentos de proteção
 TRABALHO INFANTIL
 Os motivos do trabalho infantil podem ser encontrados e relacionados à pobreza de suas próprias famílias. O desemprego, a divisão injusta de terra, o endividamento e a queda dos preços de matéria prima, podem levar muitas famílias à dependência da renda produzida pelo trabalho infantil. Em muitas regiões, a falta de segurança social e a diminuição das despesas sociais por parte das autoridades locais têm uma ligação direta entre a exploração da força de trabalho das crianças e o desenvolvimento da economia mundial.
Aproximadamente 126 milhões de crianças trabalham em atividades que são denominadas como formas perigosas de trabalho infantil. Entre elas:

  • A escravidão;
  • O comércio infantil;
  • A servidão por dívida e a condição de servo;
  • A prostituição;
  • Outros trabalhos que, por sua natureza, prejudiquem a saúde, a segurança ou a moral das crianças.
No Pará os locais de trabalhos de crianças que vivem em condição subumana










“Esta imagem é mais um registro da exploração da mão-de-obra nas minas de carvão de Ribas do Rio Pardo-MS” João Roberto Ripper




  • Lixão (catadores de lixo)
  • Feiras Livres (carregadores e vendedores de frutas e de peixes, ambulantes)
  • Carvoarias (construtores de fornos, ensacadores e carregadores de carvão)
  • Praças Públicas (flanelinhas - guardadores de carro, ambulantes, etc...)
  • Mercados Municipais (carregadores de mercadorias, vendedores em geral, etc...)
  • Orla Fluvial (engraxates, pequenos comerciantes, ambulantes em geral, etc...)
  • Manguezal (tiradores/coletores, catadores e vendedores de caranguejo)
  • Agricultura (roça, plantação e colheita de produtos agrícolas).
  • Pesca (pesca em geral, coleta e catação de mexilhão);
  • Olarias (coleta e transporte do barro até a confecção do produto final como, telhas e tijolos).
  • Indústria (serrarias, olarias, madeireiras, panificadoras, etc...)
  • Serviços (matadouros, lava jato, oficinas mecânicas, etc...)
Acidentes devido às condições de trabalho inaceitáveis
Com freqüência, as marcas deixadas nas crianças em conseqüência do trabalho pesado e, em muitas vezes, perigoso não têm como passar despercebidas:

  • Braços ou pernas quebradas;
  • Queimaduras;
  • Doenças de pele;
  • Cegueira;
  • Surdez;
  • Problemas respiratórios, dor de cabeça e de estômago.

Referências Bibliográficas

Pesquisa Trabalho Infantil Doméstico em Casa de Terceiros em Belém do Pará- Brasil,  CEDECA - EMAÚS .

Kok.Gloria Porto. A escravidão no Brasil colonial. Editora: SARAIVA. São Paulo, 1997.


MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. 3ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1990. 

RUGENDAS, Johann-Moritz. Viagens pitorescas através do Brasil. São Paulo: Martins-EDUSP, 1972.

BRASIL, Ministério do Trabalho e do Emprego. Mapa de Indicativos do Trabalho da
Criança e do Adolescente no Brasil. 1ª edição. Brasília: MTE. 2005.

INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL. “A idade da pedra: um ano depois. In:
Revista Observatório Social. Instituto Observatório Social, SP, nº 9, jan. 2006.

INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL. “Trabalho escravo no Brasil. In:
Revista Observatório Social. Instituto Observatório Social, SP, nº 6 jan. 2004.



Sites consultados:

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

OBJETIVO


É um espaço aberto a professores, alunos e todas as pessoas interessadas em História. Tendo como objetivo principal divulgar e compartilhar ideias, debater opiniões e analisar informações sobre a teoria e prática pedagógica na disciplina de História.